08/02/2011
Saía do meu coração!
Virar o presente de cabeça para baixo, esquecer ou querer voltar ao passado, criar um mundinho aparte, distante dos olhos curiosos, famintos por um deslize. A nossa imaginação é capaz de muito mais do que nós imaginamos! Com ela cria-se mundos, fantasias e realidades.
Hoje as pessoas são demasiado curiosas aos actos e bens alheios( uns por se exporem a ponto disso acontecer, outros são apenas "vitimas")... Mas afastar-se disto tudo é um mais um acto estúpido, nós sempre ouvimos: o melhor é encarar, não ouvir essas pessoas que nos querem ver em baixo. É verdade,mais a coragem para andar sem olhar para trás.
Para mim isso é uma questão de atitude porque há coisas que não aprendem-se de um dia para o outro,coragem é um elemento da personalidade que se não se nasce com ela, cria-se!
Por esses e outros motivos eu não criei um mundo particular! Juntei a minha convicção de "mundinho quase perfeito" á esse mundo.
Percebi que não havia motivos para dar ouvidos a algumas coisas que eu nunca deveria ter dado, assumir gostos e cores e esquecer dissabores.
Mas havia uma coisa que fazia parte dos gostos e também dos sabores do meu passado, era ele, que ainda me prendia ao passado, mais pelos sorrisos e alegrias do que pelas lágrimas.
Um olhar que fazia-me esquecer de tudo e de todos, dono da risada que até a 1 mês me fazia perder o sono.
Algo que eu e ele julgávamos ser para sempre, de verdade, falávamos imenso como as relações hoje começam e terminavam á velocidade da luz!
O mau sentido de oportunidade de ambas as partes em inúmeras situações acabou numa grande paixão.
Mas as diferenças demasiado óbvias camufladas pelos sentimentos com o tempo...
Quando alguém cuja a existência no mundo não nos faz grande diferença tenta magoar-nos, aquilo não doí quase nada. Mas quando é alguém que a sua existência tem algum ou muito significado magoa-nos, é como ter cacos sobre o coração.
Eu sei perdoar, juro( afinal quem não sabe), mas cada um tem o seu tempo para isso e infelizmente talvez aquela felicidade já tivesse tempo demais para tal traição. Resumindo já não dava.
E para recriar, reinventar, aquela que a pouco dias era eu, aquele sentimento tinha que sair da minha vida.
Mas não saia da minha vida, e não era só o sentimento era também a pessoa capaz de trazer-lo todos os dias de volta.
Em cada esbarrão nos corredores da escola, a cada olhar de indiferença na rua e a cada ligação á madrugada apenas para fingir que tudo acabou.
Queria pedir a ele não que sai-se da minha vida, apenas do meu coração. Mas eu sei que eu não quero isso, afastar-me de um sentimento tão seguro, tão real...
Nem sempre as coisas são como nós queremos, é claro que eu não posso chegar para ele e dizer: Sai do meu coração!( quer dizer até podia mas...). A cada dia eu crio a tal dita coragem, coragem de viver, coragem de amar, coragem de encarar cada desafio. Talvez antes da coragem para enfrentar as pessoas eu tenho de ganhar a coragem de deixar esse sentimento.
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