05/12/2010
De Borboletas parte 2
Agora que eu estou oficialmente de férias, decidi postar a outra parte do texto Borboletando, mudei a forma de escrever para 3º pessoa ok!?
Espero que gostem.
Quando ia entregá-lo as palavras ficavam-lhe pelos lábios.
E apesar dele nunca lhe ter dirigido uma palavra vice-versa, havia algo, um porquê dele passar sempre por aqule corredor e sempre ao lado dela quando o corredor dele ficava do outro lado da escola. Ou podia ser apenas paranóia da cabecinha da Lucy.
Passaram-se dias e ela continuava a ler a aquele caderno e a tentar perceber aquele rapaz que tinha passado de uma mera atracão a um “ lindo mistério”, porque passado algum tempo ele tinha entendido que aquilo não eram apenas canções mais eram coisas da alma dele.
Mas aquele dia era especial. No final das aulas na quarta-feira, ele simplesmente chegou pra ela e disse:
-Eu quero o caderno na sexta feira as 18h no cinema - sussurando.
E foi embora deixando aquele sorriso.
Ela demorou um pouco a perceber, mas concluiu que ele tinha deixado o caderno de propósito ou… Não era mesmo de propósito.
E queria perguntar a ele o porque daquilo, mas ele já se tinha ido embora, só restava esperar a quinta-feira. Mas na quinta-feira ele não apareceu.
E a sexta-feira também não.
A Lucy estava a ficar um pouco frustrada, pois, ele dizia e dizia e não aparecia. Já estava decidida a não ir por mais vontade que ela tivesse de aparecer.
Mas o melhor amigo dele o Edward , e disse-lhe que ele tinha pedido que eu aparecesse.
Ela estava especada no cinema e sozinha:
-E eu cheguei atrasada de propósito,20 mins, e para me deixar nervosa ele manda o sms a dizer que estava atrasado, e ia chegar em 30 mins.
Nesse momento ela conseguia achar-se a miúda mais parva do mundo, ele devia ter muito mais o que fazer do que estar com a convencida da Lúcinella Cobaltto, a escritora e filha da famosa actriz Tarimiz Cobaltto.
Quando deu meia volta e lá estava ele , com um balde de pipocas, e aquele sorriso do tipo: estou atrasado mais estou aqui!
E não conseguio desviar o olhar daqueles olhos lindos e castanhos, e tenho a certeza que ele podia dizer o mesmo, era quase perfeito.
Ela queria mesmo dizer-lhe algo, qualquer coisa, mas ele agarrou-a braço e desatou a correr e disse:
- O filme já esta a começar e estamos atrasados
Ela só queria desfrutar o momento a que chamava de clássico mas depois disso deixou de o ser.
Desde o começo do filme ela limito-se a olhar para a tela.
Aquele silêncio estava a tornar uma ida ao cinema a coisa mais “secante” do mundo.
- És muda? – perguntou ele ironicamente.
- … - lol, a pergunta tinha algum sentido.
-Se eu soubesse, teria estudado linguagem gestual.
- Então a comunicação vai ser difícil? – perguntou ela.
Acreditam que ela havia aceitado o convite de alguém de quem nem sabia o nome, ela a despistante Lucy Cobaltto.
Bem, ao fim de uma hora ele passou de “ ele” a Luccas Roma-Novora, o rapaz que conseguia fazer-lhe rir.
Ao olhar para ele percebeu-se que era isso que eu precisava realmente: afastar-se da fama, dos holofotes, etc., para saber se as pessoas gostavam da Lucy Cobaltto ou da Lúcinella Cobaltto, de mim ou da fama.
E ele parecia gostar da Lucy. =)
O filme acabou e foram logo embora jantar.
E ele tinha adorado cada minuto, cada olhar do tipo “o quê que estas a pensar agora”, as piadas que tinham mesmo graça, tudo.
A saída, ele também não conseguia falar, olhavam um para o outro e riam, talvez era esse o poder que ela tinha sobre as pessoas, fazer as pessoas sentirem-se diferentes.
Sempre foi uma rapariga que dizia e fazia o que queria, mas estava tão feliz que um abraço foi o máximo que conseguiu fazer.
Pelos vistos ele esperava mais…
- É só isso? Depois de todos os momentos que passamos juntos. – disse ele na brincadeira, enquanto olhava fixamente para os olhos dela.
- Pois, foram momentos “ na alegria, no silêncio, na fome até que as férias nós separem !- disse ela.
-Mas pode ser mais do que isso, sabes que eu gosto de ti Lucy?
- Se o tivesses dito, talvez eu soubesse.
- Eu estou a falar a sério Lucy.
- Eu disse que estava a brincar Luccas!?
Ele simplesmente beijou-lhe, e ela fiqcou sem reacção, e correspondeu por alguns minutos quero dizer alguns longos e demorados minutos, mas depois, parou e disse:
-Eu tenho, de…- não conseguiu terminar a frase.
- Ir? É isso disse o Luccas meio decepcionado.
- É… é isso.
- Porque?
- Porque, são 21:56, e eu tenho mesmo que ir, por favor não fiques com essa cara ok!?- explicou.
- Fiz algo, de que não gostasses? As piadas não tinham graça?
- Achas mesmo isso sobre ti xD? É tarde e eu tenho que ir, só isso.
- Mas…
Beijo-o , e foi ele que dessa vez ficou sem reacção.
- Ligo-te mas tarde ?- perguntou ele.
- Já é tarde !
Ele sorriu, e ela entrou para o carro, ela conseguia sentir ao final de 16 anos as famosas borboletas no estômago, estava ansiosa pela segunda-feira, e também queria devolver-lhe o caderno.
Talvez ele fosse o rapaz certo.
Pessoal é so uma parte do texto… Cometem, se quiserem ler a outra parte é só pedir que eu posto. Feliz dia de começo de decoração de Natal ;)
Bjs da R’Beccas
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Gostei da segunda parte, apetece ler mais e mais...=D
ResponderEliminar=)
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